21/09/09

9 - 10 de Outubro / 9 - 10 October, Appleton Square (Lisboa, PT)
uma colaboração Appleton Square e O Espaço do Tempo.














"Poderemos nós aceder directamente à realidade do outro sem mediação? A questão fica patente em "unfolding": a membrana que separa o espectador dos performers é ela própria mediadora. Ao proporcionar o seu papel condutor, fragmenta, pulveriza, reduz a numerosos pedaços, aquilo que poderá constituir a possibilidade de múltiplas narrativas. No desenrolar (unfolding) da peça, a sucessão de estados, do espírito e do corpo, magnificamente executados, conduz-nos ao universo próprio das relações: mudanças de humor, de sensibilidades, estados emotivos e emocionais, numa verdadeira panóplia caleidoscópica. Há uma ancestralidade em "unfolding", que cita "again from the beginning" através do fundo sonoro e das alusões à notória “bestialidade” do humano. Tal como em "again ..." há um apurado sentido estético na construção do espaço cénico, do desenho das luzes e do fundo sonoro, nunca a despropósito e concorrendo muito positivamente para o efeito total. Ficamos a aguardar ansiosamente o próximo trabalho de Sofia Dias & Vítor Roriz."
Tart lover, in comentários, 10 Outubro 2009

"Continuo a pensar sobre unfolding (na appleton sq.) a imagem de uma impossibilidade, a visão do 'inferno', do estado fragmentário que é um espelho partido que revela-nos os nossos múltiplos e o próprio tempo que os alberga...a comunicação 'delayed' entre duas pessoas, entre nós e os nossos corpos. o que estamos a viver? a vossa presença foi incrível espero ver-vos outra vez neste permanente 'unfolding'.c."
Anónimo, in comentários, 26 Outubro 2009

"O Espaço do Tempo e Appleton Square, apresentam nos dias 9 e 10 de Outubro, pelas 21h30, três obras de criadores portugueses na área da dança, teatro e performance. (...) A última criação de Sofia Dias e Vítor Roriz - Unfolding - é um dueto surpreendente pela sua sofisticada linguagem gestual, bem como riqueza plástica, confirmando dois jovens coreógrafos/intérpretes na nossa paisagem da dança contemporânea. (...)"
Rui Horta, in folha de sala White Box, Outubro 2009

2 comentários:

JCD / tart lover disse...

Poderemos nós aceder directamente à realidade do outro sem mediação? A questão fica patente em "unfolding": a membrana que separa o espectador dos performers é ela própria mediadora. Ao proporcionar o seu papel condutor, fragmenta, pulveriza, reduz a numerosos pedaços, aquilo que poderá constituir a possibilidade de múltiplas narrativas. No desenrolar (unfolding) da peça, a sucessão de estados, do espírito e do corpo, magnificamente executados, conduz-nos ao universo próprio das relações: mudanças de humor, de sensibilidades, estados emotivos e emocionais, numa verdadeira panóplia caleidoscópica. Há uma ancestralidade em "unfolding", que cita "again from the beginning" através do fundo sonoro e das alusões à notória “bestialidade” do humano. Tal como em "again ..." há um apurado sentido estético na construção do espaço cénico, do desenho das luzes e do fundo sonoro, nunca a despropósito e concorrendo muito positivamente para o efeito total.
Ficamos a aguardar ansiosamente o próximo trabalho. Parabéns, parabéns, parabéns.

Anónimo disse...

continuo a pensar sobre unfolding (na appleton sq.) a imagem de uma impossibilidade, a visão do 'inferno', do estado fragmentário que é um espelho partido que revela-nos os nossos múltiplos e o próprio tempo que os alberga...a comunicação 'delayed' entre duas pessoas, entre nós e os nossos corpos. o que estamos a viver? a vossa presença foi incrível espero ver-vos outra vez neste permanente 'unfolding'. c.